15 Julho, 2009

Travessia




Alan Cativo

05 Julho, 2009

Idalina e Alexandre. Grávidos, parabéns!


Luciana Cativo

27 Junho, 2009

Charlie, o matador de árvores

Esta é a história descrita pelo meu amigo Bruce a respeito de seu grande tio Charlie. Chamamos a ele de Charlie, o matador de árvores. Quando menino, Bruce passava muitos feriados com ele, um bem-sucedido fazendeiro, e sua esposa. Juntos criaram um belo lar e uma família feliz.

Quando jovem, Charlie plantou em torno da sua propriedade uma cerca de árvores, as quais regou cuidadosamente nos verões secos bem como limpou o terreno em volta dos seus troncos nas primaveras e nos outonos, para desestimular os ataques dos ratos-do-mato contra suas casas macias.

Quando Bruce conheceu tio Charlie, as árvores já estavam altas e tinham troncos retos, exibindo espalhafatosas grinaldas de folhas no verão. No inverno eram companheiras dignas e vestidas com descrição conservadora.

Mas algo a aconteceu ao tio Charlie quando ficou idoso. As árvores de outrora foram seu orgulho e alegria se tornaram uma fonte de irritação. Ele reclamava que elas iriam sobreviver a ele e ele não suportava isso, por Deus. Quando Bruce descrevia estas cenas seu rosto se enchia de emoção e eu era capaz de imaginar tio Charlie afiando seu chamado e se arrastando na manhã gelada.

Em poucas semanas várias árvores foram abatidas. Os cadáveres jaziam em uma formação chocante com as cabeças e ombros virados para longe de casa. A esposa de Charlie ficou desesperada e passava os dias em uma fazenda vizinha. Ela não podia suportar a visão de Charlie perturbado ou escutar o barulho do machado ou o gemido das árvores enquanto balançavam a cada golpe antes de perderem o equilíbrio e despencarem no chão.

Uma noite ao voltar para casa, ela encontrou tudo às escuras. Charlie não estava em sua cadeira. Ele o encontrou caído do lado de fora com a cabeça esmagada pelo peso de uma árvore que havia tombado sobre ele.

Amigos que moravam a quilômetros de distância foram ao velório. Pouco depois, a mulher de Charlie mudou-se para a cidade. Vizinhos levaram os troncos até as serrarias e os transformaram em lenha. A fazenda foi vendida. Nada resta de Charlie senão troncos cortados pelo chão agora cobertos de vegetação, além de uma dúzia de árvores sobreviventes cujos galhos se espalharam desde então - de tal maneira que a casa permanece fresca no verão.

Frank Young
State Island, Nova Iorque.

Originalmente publicado em "True Tales of American Life", editado por Paul Auster.

Alan Cativo


09 Maio, 2009

Paisagem


Alan Cativo


Alan Cativo

18 Abril, 2009

10 anos


Alan Cativo

03 Março, 2009

Cardápio












Rogério Trajano

20 Fevereiro, 2009

Estudo de Nu Feminino 2


Rogério Trajano

Rogério Trajano

Rogério Trajano

Rogério Trajano

Rogério Trajano

12 Fevereiro, 2009

Contos

Antes de vir para nossa escola, ele era campeão mundial de judô. Aos 28 anos, no auge da forma, abandonou as competições e veio prazerosamente ensinar no curso secundário: e não era apenas isso que sabíamos dele.

Logo cedo, ele entrava na sala com um grande sorriso nos lábios. Lábios bonitos que dividiam a atenção com o corpo de músculos torneados e pele queimada do sol. Vestindo jeans, camiseta estampada e usando óculos escuros, era a representação da jovialidade não menos responsável que a profissão, que tanto lhe dava prazer, exigia.

– Bom dia flores do dia! – Era assim, delicadamente bem humorado o cumprimento que recebíamos logo que nos via por perto.

Era realmente exaustivo para mim – e outras tantas adolescentes da escola – voltar à atenção apenas para a aula. Procurando não chegar tarde na sala, responder imediatamente as questões e sorrir, sorrir muito sempre que surgia uma oportunidade, foi a maneira que encontrei de chamar sua atenção. Em vão ou não, me tornei a primeira aluna da classe. Descobri-me apaixonada por ele logo no início do ano. E era amor, adolescentemente intenso, incontrolável e platônico. Platônico. Nem pensar. Em minha inexperiência, para não dizer inexistente vida amorosa, sonhava que aquela condição era apenas para não levantar suspeitas de que ele era perdidamente apaixonado por mim.

Os dias, semanas e meses passaram. Nem uma flor, nem um carinho recebi. Minha lunática paixão já esmorecia. Até que no último dia de aula, para se despedir dos alunos, ele cantou uma canção. Suave, romântica e sem desafinar. Foi a maneira que encontrou para dizer adeus. Hipnotizada pela melodia até hoje, não sei ao certo se era amor ou o fato de eu sentar na primeira carteira, mas ele cantou quase toda a música olhando para mim.

Luciana Cativo

07 Fevereiro, 2009

O Homem de Gelo da rua Market

No começo dos anos 70, durante três anos fui motorista de ônibus elétrico da San Francisco Municipal Railway, na linha 8 da rua Market. Trata-se de uma rua de tráfego intenso e uma amostra representativa da sociedade passa por ela todos os dias. Trabalhava à noite, pegando no começo da hora do rush. Nas primeiras viagens levava funcionários de escritórios do centro financeiro para a região residencial a oeste do centro. Mais tarde os passageiros eram menos diversificados: trabalhadores noturnos, gente procurando prazer e os habitués da rua Market. Eram pessoas que moravam na própria rua Market ou nos arredores, geralmente em hotéis residenciais ou para pessoas em trânsito. O maior dos hotéis que abrigavam dependentes da previdência social era um edifício colossal chamado Lincoln. Localizava-se perto do início da rua, a um quarteirão das docas.

O hotel Lincoln tinha cinco andares e cerca de trezentos quartos pequenos. Uma vez fui lá visitar um amigo que estava sem sorte. Esta história não é sobre ele, mas minhas lembranças do prédio têm a ver com aquela visita. Depois de entrar no vestíbulo estreito chegava-se a uma gaiola de tela com um porteiro entediado. À direita dele ficava um daqueles elevadores antigos tipo gaiola, sem vidros ou paredes sólidas. À direita do elevador ficava um corredor comprido e estreito com escadas em ambas extremidades. O chão de madeira tinha marcas de anos de uso. Ao logo das paredes enfileiravam-se portas próximas umas às outras, pareciam celas, que davam acesso aos aposentos dos moradores.
Uma grande quantidade de personagens variados morava no Lincoln. Alguns eram temporários, enviados pela previdência para moradia de emergência. Alguns eram presos em liberdade condicional. Mas a maior parte eram residentes de anos e anos, em geral moradores solteiros que conseguiam pagar o aluguel com suas modestas pensões, com dinheiro de seguro social por incapacidade física ou cheques da seguridade social. Uns poucos ganhavam salários de subsistência em empregos como serviçais. Quase todos tinham algo em comum: dignidade. Seus meios eram limitados, seus futuros muitas vezes sombrios, mas se comportavam com dignidade e costumavam ser gentis.

No final do turno havia um pequeno número de passageiros habituais que subiam e desciam sempre nos mesmos locais e horários todas as noites. Um deles era um homem negro que aparentava estar a caminho da aposentadoria. Era magro, pouco mais baixo que a média das pessoas e andava se movendo de maneira rápida e segura. Poderia descrevê-lo como um "arame": quieto e sem puxar conversa, ela passava desapercebido. Porém todas as noites às sextas-feiras às 11h20 ele embarcava no ônibus com um saco de lixo resistente que tilintava e chacoalhava. Era como um saco de presentes de Natal carregado por um Papai Noel urbano, baixo de magro. Eu tinha curiosidade em saber o que ele carregava, mas respeitava a privacidade do sujeito. Ele embarcava na rua 7 e descia na Main, o ponto mais próximo do hotel Lincoln.

A cada sexta-feira minha curiosidade aumentava. Depois de umas quatro ou cinco semanas arrisquei a pergunta quando ele embarcou e estendeu a passagem: "Você se importa em dizer o que carrega neste saco?". "Gelo", respondeu. "Gelo?". "Sim, gelo." Não era um sujeito loquaz. Eu não falei mais nada esperando que ele oferecesse uma explicação. Em geral as pessoas na rua Market são solitárias e se abrem quando você mostra interesse por elas. Mas o nosso amigo não disse mais nada. Fiquei confuso para continuar a conversa. Minutos depois ele desceu do ônibus com sua carga chacoalhando.

No meio da semana seguinte eu estava disposto a resolver o mistério do Homem de Gelo da rua Market. Estava ansioso. E se ele não aparecesse mais? Seria mais um mistério sem solução na vida? Durante toda a sexta fiquei na expectativa do nosso encontro.

Por fim às 11h20 me aproximei do ponto na rua 7 e vi o sujeito esperando com o saco. Quando ele embarcou, cumprimentei: "Olá". "Olá", respondeu. Parecei que nossa rápida conversa da semana passada havia estabelecido um reconhecimento. Aproveitei a abertura: "É gelo que tem no saco?". "É", retrucou. Deixei de lado a reserva e confessei minha grande curiosidade. Então ele me contou sua história: trabalhava na universidade de San Francisco, na cozinha da lanchonete. Fazia a limpeza do chão e cuidava do lixo. Toda sexta a cozinha fechava para o fim de semana. Para poupar energia a escola desligava os congeladores. Como o gelo derreteria, ele podia levar o quanto quisesse.
Quase todos os empregos têm uma vantagem paralela. O pessoal da cozinha ganhava comida gratuita. Professores às vezes ainda ganham maçãs. Funcionários em escritórios sempre têm papel e elásticos de borracha. Aquele trabalhador tinha licença para levar uma vez por semana toda a água congelada que fosse capaz de carregar.

A esta altura, querido leitor, você deve estar pensando a mesma coisa que senti naquela ocasião: era uma ganância absurda o que o levava a carregar aquilo todas as sextas. Eu estava errado. Ele explicou que morava (como eu suspeitava) no hotel Lincoln. Em seu quarto havia uma grande caixa de isopor que mantinha o gelo no fim de semana.

Muitos dos outros moradores recebiam cheques semanais e às vezes podiam investir em uma garrafa de uísque. Assim passavam pelo quarto para pegar algum gelo. Com freqüência as pessoas ofereciam-lhe um drinque. Às vezes aceitava, mas nem sempre. Sua aparência deixava claro que ele não era um beberrão. Freqüentemente um pequeno grupo de vizinhos - pensionistas, inválidos, fracassados - se reunia para compartilhar sua generosidade, a deles próprios. 

Ele tinha um papel na sociedade como centro de uma irmandade. Carregava gelo que logo se derreteria e desapareceria. Mas enquanto derretia as pessoas se reuniam para compartilhar bebidas, companhia e alegria.
Os tempos mudam.
Hoje, onde era o hotel Lincoln, ergue-se o prédio do banco central norte-americano.

04 Fevereiro, 2009

♫ Roda Mundo ♫

video
Luciana Cativo
Anos atrás brinquei com animação. A brincadeira com 510 fotografias virou esse vídeo. A brincadeira deu origem a um projeto engavetado por pura falta de vergonha na cara rsrsrs... Abrirei a gaveta, afinal, 2009 está sendo o ano dos projetos.

29 Janeiro, 2009

Manifestações














Luciana Cativo
Manifestações pacíficas a favor do aborto marcaram mais um dia do Fórum Social Mundial.

Ouvindo Tchaikovsky


Rogério Trajano

Rogério Trajano

Rogério Trajano

27 Janeiro, 2009

Fórum Social Mundial 2009











Luciana Cativo

Caminhada pelas ruas do centro de Belém dá início ao 9º Fórum Social Mundial na tarde de hoje, terça-feira (27).

23 Janeiro, 2009

À doce sexta-feira





Luciana Cativo

19 Janeiro, 2009

Flores


Rogério Trajano

15 Janeiro, 2009

Entreolhar-se


Rogério Trajano

05 Janeiro, 2009

Tauari Ink


Luciana Cativo

02 Janeiro, 2009

Terreno requerido

Alan Cativo


Alan Cativo


Alan Cativo


Alan Cativo



Alan Cativo

25 Dezembro, 2008

Um Natal em família

Meu pai contou-me esta história. Ela aconteceu no começo dos anos 20, em Seatle, antes de meu nascimento. Ele era o mais velho de seis irmãos e uma irmã, alguns haviam saído de casa.



As finanças da família estavam péssimas. O negócio de meu pai havia ido à falência, quase não havia empregos e o país beirava a recessão. Naquele ano tínhamos uma árvore de Natal mas nada de presentes. Simplesmente não podíamos comprá-los. Na véspera do Natal fomos dormir deprimidos.


Entretanto, quando acordamos na manhã do Natal, havia um inacreditável monte de presentes debaixo da árvore. Tentamos nos controlar durante o café da manhã mas aquela foi a refeição mais rápida de nossas vidas.


Então começou a diversão. Minha mãe foi a primeira. Ficamos na expectativa ao redor dela, e quando ela abriu o pacote vimos que havia ganhado um velho xale que ela tinha deixado largado vários meses antes. Meu pai ganhou um machado velho com cabo quebrado. Minha irmã ganhou seus velhos chinelos. Um dos garotos ganhou uma calça remendada e amassada. Eu ganhei um chapéu que achava tivesse deixado num restaurante um mês atrás.


Cada coisa velha trouxe uma nova surpresa. Não demorou muito para que estivéssemos rindo tanto que mal conseguíamos abrir os pacotes. Mas de onde tinha vindo toda aquela generosidade? De meu irmão Morris. Durante meses ele escondera coisas velhas das quais sabia que ninguém daria por falta. Então, na véspera de Natal, depois que todos foram para a cama, ele embrulhara em silêncio os presentes e pusera todos no pé da árvore.


Foi um dos melhores Natais que tivemos.


Don Graves

Anchorage, Alasca.


Do livro True Tales of American Life

15 Dezembro, 2008

Olha o Abacaxi


Rogério Trajano

02 Dezembro, 2008

Courier


Rogério Trajano - Mercado Municipal - SP

Ninho


Rogério Trajano - Mercado Municipal - SP

Pivô


Rogério Trajano - Mercado Municipal - SP